II Seminário Paulista de autismo 2010

II Seminário Paulista de autismo 2010

26 setembro 2016

INCLUSÃO

O QUE É INCLUIR? (por Adriana Zink)

As pessoas e o ambiente devem se preparar para a inclusão, deverão se modificar e se adaptar.

O paciente tem uma necessidade especial de acolhimento, então o consultório inclusivo irá se adaptar para esse acolhimento e as pessoas que estão lá deverão estar preparadas para a inclusão. Cada um na sua área e acolhendo o paciente dentro de sua necessidade especial.

Isso é inclusão.

se compartilhar cite a fonte.




12 setembro 2016

Depoimento de mãe: Acredite que é possível!

Meu nome é Angélica, sou mãe de dois meninos lindos. Victor de 8 anos e Lucas de 5 anos. Tudo ocorria normalmente, mas aos dois anos, até uns 3 nosso pequeno Lucas não falava e as vezes se mostrava mais nervoso que o normal.....estranho, uma criança com três anos não falar nada, enquanto que seu irmão quando fez um aninho já demonstrava muito mais avanços....aos dois anos de idade falava de tudo. Enfim, buscamos ajuda de profissionais, fez inúmeros exames e apenas a neurologista chegou a conclusão dele ser Autista, possuir o TEA. Hoje com 5 aninhos leva uma vida normal, quase que imperceptível o TEA....
Mas, o grande problema foi a higienização bucal, ele não deixava escovar bem os dentes, não podia usar escova normal....
Os dentes foram encobertos por tártaros gigantes, era desesperador, a gengiva já estava ficando toda inflamada 
Daí começou a maratona, conhecemos vários dentistas e nenhum, mas nenhum mesmo conseguia se quer abrir a boca do nosso pequeno. Foram várias tentativas e nada, até o irmão ia junta, fazia o tratamento na frente dele para ver se ele entendia que não doía nada.....e sempre fracassando!
Sentimos no momento fracassados, mas nunca perdendo a fé.
Até que comecei a pesquisar fundo, e encontrei a Dra Adriana Zink, li muitas matérias sobre ela. Então, resolvi marcar uma consulta. Conversamos bastante, e simplesmente me senti muito segura com ela. E alguns dias depois, foi marcada a consulta para o Lucas.
Chegou o grande dia.....
Nem sei como falar, mas ele sentou na cadeira, coisa que ele nem podia ver. Ela colocou aquela almofada rosa aconchegante, ele se sentou, e claro com o celular na mão, vendo seus vídeos e jogando....E a dra. Adriana, com seu jeito carinhoso e encantador, começou a fazer o tratamento no Lucas. Como eu disse para o meu marido, ela tem um jeito, uma forma de encantar a criança. Conversando, brincando, deixando o confortável, interagindo....Enfim, em apenas uma sessão ela conseguiu fazer toda a limpeza. Foi uma vitória para todos nós. Sai do consultório mais feliz do que nunca. 
Vamos mostrar aos nossos filhos que eles são capazes, que aquela etapa ele vai superar. Tem quem nos ajudam, e dra. Adriana foi para nós um anjo! E de seis em seis meses vamos voltar, vai ser uma rotina para o bem! Obrigada por fazer parte de nossas vidas.



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05 setembro 2016

1ª Lição de casa: BOCA ABERTA X BOCA FECHADA


A criança precisa treinar o posicionamento BOCA ABERTA  e  BOCA FECHADA em casa, isso vai facilitar a ida ao dentista.
O treino em casa vai antecipar o posicionamento e o treinamento vai diminuir a ansiedade.
Colabore com seu filho.
Crie uma rotina de visita ao dentista.
Prevenção sempre!


Se compartilhar cite a fonte, as imagens e texto possuem direitos autorais!

01 agosto 2016

Comunicação alternativa na Odontologia

Figuras ajudam na antecipação das fases do tratamento odontológico.
Procure um especialista em Odontologia para pacientes com necessidades especiais.

17 junho 2016

A especialidade do futuro

A especialidade do futuro (click para ler a matéria na íntegra)

Como eu e muitos outros colegas gostaríamos de ouvir isso:
“Pacientes especiais: a especialização do futuro, atualmente a mais procurada”, mas infelizmente não é uma especialidade tão procurada, ou melhor, não é nada procurada....

Com base em dados do CFO somos em torno de 600 especialistas, o que no meu ponto de vista é um PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA, porque não temos profissionais suficientes para atender a quantidade enorme de pacientes com necessidades especiais que o Brasil tem.
Por outro lado é uma especialidade com grande diversidade de atendimento onde o profissional pode atender em ambulatório, domiciliar e em ambiente hospitalar, para isso precisa de uma formação ampla.
Os amantes da Odontologia para PNE militam pelo país, tentando contagiar os colegas a engajarem nessa luta, mas não é uma tarefa tão fácil.

leia na íntegra: http://www.jornaldosite.com.br/materias/artigos&cronicas/anteriores/adriana%20zink/artadrianazink224.htm


09 junho 2016

COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA

A comunicação alternativa é uma possibilidade para facilitar o relacionamento entre o cirurgião-dentista e o paciente com transtorno do espectro autista. 

Podemos usar figuras para facilitar a comunicação, basta criatividade profissional.

É brincando que se atende!



20 maio 2016

Pesquisas clínicas sobre autismo e odontologia em andamento no Brasil

Atualmente podemos notar que vários autores relatam falta de pesquisas clínicas e as produções ficam em torno de revisões e teorias e mais teorias... 

Em 2009 descrevi um relato de caso na Revista da ABO nacional onde já afirmava que as técnicas de condicionamento lúdico, o uso de imagens para antecipar a atividade odontológica e o contato visual eram prioritários para esse atendimento.

Em 2010, em matéria da Revista Época, reafirmei a necessidade da antecipação do tratamento com uso de figuras.

Em 2015, na Revista Odontologia Clínico-científica, descrevi com detalhes o caso clínico de um adolescente com TEA tratado em ambulatório. Nesse artigo estão as fases da abordagem e técnicas adaptadas para o atendimento.

Finalmente em 2016 consegui uma publicação internacional, na Special Care in Dentistry, onde condicionei, apresentei as figuras para atecipação e tratei 26 pessoas com TEA. É um dos poucos trabalhos publicados com esse número de pacientes tratados clínicamente em ambulatório sem uso de sedação nem restrição física.

Atualmente estou trabalhando minha pesquisa do doutorado com 40 pessoas com TEA, em breve saem os resultados. Todos atendidos.

Logo, existem pesquisas clínicas sobre TEA e odontologia no Brasil!


07 maio 2016

MAIO É O MÊS DAS MÃES ESPECIAIS E DAS DENTISTAS ESPECIAIS

Nessa minha caminhada pela Odontologia para Pacientes com necessidades especiais convivo diariamente com MÃES ESPECIAIS e neste mês das mães resolvi falar um pouquinho sobre elas.
Como é ser MÃE ESPECIAL?
Mães especiais surgem no momento do diagnóstico de seus filhos sejam eles sindrômicos, sistemicamente ou neurologicamente comprometidos. Elas passam literalmente do LUTO para a LUTA. Naquele momento do diagnóstico, muitas vezes tendo o ombro de seus companheiros, elas choram, desesperam e se perguntam POR QUE MEU FILHO? Com o passar do tempo muitas vezes aquele ombro do companheiro não está mais ali, não sabemos explicar, talvez o sexo forte se torne frágil e desmorona, simplesmente desaparece e abandona a mãe e a criança especial. A solidão é o único conforto. Algumas demoram mais, outras menos, mas as poucos vão a LUTA por seus filhos e como LUTAM.
A LUTA é diária uma verdadeira batalha contra tudo e todos em busca de médicos, terapias, tratamentos, dentista (quando encontra um para atender seu filho), ensinamentos, respostas para as perguntas que não param de aparecer.
Além de tudo muitas trabalham fora para o sustento do lar, tem casa para arrumar, comida para fazer, criança especial para cuidar e como têm que cuidar... não sobra tempo para se cuidar. E elas muitas vezes apenas sobram...
Adriana Gledys Zink*
Adriana Gledys Zink é presidente da Câmara Técnica de Odontologia para PAC Especiais do Crosp, especialista em Odontologia para PNE E mestre em Ciências da Saúde. É doutoranda em Odontopediatria e responsável pelo blog AUTISMO E ODONTOLOGIAwww.adrianazink.blogspot.com

São tantas Anas, Divas, Kellys, Milenas, Cleides, Isabeis, Marias, Solanges, Dulces, Iracemas etc que nem tenho como citar todas, apenas dizer que são MÃES ESPECIAIS. Essas mães estão no consultório de todos nós, cirurgiões-dentistas, e muitas vezes precisam apenas de nossa atenção, pense nisso quando uma delas sentar em sua cadeira. Lembre-se que apenas os filhos especiais buscam o especialista em Odontologia para PNE, as mães estão na cadeira de todos...
Falando em PNE, não poderia esquecer das DENTISTAS ESPECIAIS...
Sâo Adrianas, Aidas, Maria Lucias, Maria Teresas, Maria Cristinas, Áquilas, Geranas, Fabianas, Stellas, Marcelas, Virgínias, Glórias, Cláudias, Patrícias, Anas, Cerises, Danielles, Andressas, Laíses, Tatianes, Veras, Fernandas, Giseles e tantas outras não menos importantes que acolhem filhos e MÃES ESPECIAIS... e como são acolhedoras! De braços e ouvidos abertos para escutar e receber além de tratar. Como fazem a diferença nesse mundo que exclui o diferente. Muitas dessas DENTISTAS ESPECIAIS não têm filhos de sangue, mas adotam todos os pacientes especiais que passam por suas vidas e doam um pouco de seu amor materno naquele atendimento.
Nesse MÊS DAS MÃES tenha um olhar especial para cada uma delas!
FELIZ DIA DAS MÃES!
Adriana Zink/ 2016
FONTE: