II Seminário Paulista de autismo 2010

II Seminário Paulista de autismo 2010

23 novembro 2011

Odontologia para pacientes com necessidades especiais



 A definição de pacientes especiais já está formulada de comum acordo entre as associações de diversos países como a IADH (International Association of Dentirtry for the Handicapped) .
Faz parte do grupo de pacientes com necessidades especiais na odontologia aquelas pessoas que tem alguma doença ou situação clínica que necessitem um atendimento odontológico diferenciado. O especialista na área está capacitado para prestar uma odontologia de alta qualidade cercada dos cuidados necessários à cada situação específica.
 De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 10% da população mundial é portadora de algum tipo de deficiência, sendo que a maioria desses indivíduos está em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, e apenas 2% dessas pessoas recebem atendimento adequado voltado para as suas necessidades.
No Brasil, de acordo com o censo do ano de 2000, 24,5 milhões de pessoas possuem algum tipo de incapacidade, sendo que este número corresponde a 14,5% da população.
Dessa forma, a odontologia para pacientes com necessidades especiais se faz extremamente importante. A importância dos cuidados na Odontologia para com os pacientes especiaisportadores de distúrbios neuropsicomotores vem sendo estudada ao longo dos anos, poisenvolveoconhecimentodocirurgiãodentistafrenteaosproblemaspsico(sociaisquepossaminterferirnoprocessodecolaboraçãodopacienteàassistênciaodontológica.
Estes pacientesconstituem um grupo que pode ser considerado de alto risco para o desenvolvimento de doenças  bucais de acordo com o tipo de patogenia sistêmica, alteração salivar, dietacariogênica,alteraçãomusculareineficáciadahigienização.
De acordo com o Conselho Federal de Odontologia são 450 inscritos como especialistas em pacientes com necessidades especiais em todo território nacional até 16/08/2011, para um total de 237872 cirurgiões-dentistas.


PACIENTES ESPECIAIS EM ODONTOLOGIA

Ultimamente, na Odontologia existe um movimento maior no entendimento e na prática clínica oferecida a pessoas com necessidades especiais.
 Foi regulamentada pelo Conselho Federal de Odontologia a especialidade de Odontologia em Pacientes com Necessidades Especiais.
Segundo Sabbagh Haddad, 2007, os pacientes com necessidades especiais podem ser classificados conforme segue abaixo:

CLASSIFICAÇÃO PACIENTES COM NECESSIDADES ESPECIAIS 

Deficiência mental
Deficiência físicaAnomalias congênitas (deformações, síndromes)
Distúrbios comportamentais (autismo)
Transtornos psiquiátricos
Distúrbios sensoriais e de comunicação
Doenças sistêmicas crônicas (diabetes, cardiopatias, doenças hematológicas, insuficiência renal crônica, doenças auto imunes, doenças vesículo bolhosas, etc)
Doenças infectocontagiosas (hepatites, HIV, tuberculose)
Condições sistêmicas (irradiados, transplantados , oncológicos, gestantes, imunocomprometidos)


O atendimento ambulatorial deve ser sempre realizado em conjunto com a família e por profissional capacitado, normalmente com especialização em pacientes com necessidades especiais. O apoio da família é muito importante na conscientização da importância da boa saúde bucal para esses pacientes.
Estas pessoas têm uma necessidade aumentada para o cuidado preventivo odontológico; para prevenção de cárie e doenças periodontais. A maioria destes pacientes não apresenta plena capacidade de realizar seus cuidados bucais necessitando da ajuda de demais pessoas. A participação de familiares ou responsáveis nestes cuidados é fundamental para o sucesso do tratamento odontológico e para promoção da saúde bucal do paciente. Quanto maior o grau de dependência do paciente, mais atenção o cuidador deve ter à higienização e aos cuidados preventivos. A primeira abordagem odontológica deve ser composta de uma aproximação com o paciente e familiares assim como o conhecimento das condições médicas preexistentes. Salienta-se que muitos destes pacientes apresentam complicações orgânicas.
O melhor atendimento exige uma integração das áreas odontológica, médica, psicológica, social, etc. O dentista especialista avalia a qualidade da saúde do paciente, analisa exames pré-existentes referentes a saúde geral, realiza o exame bucal, avalia o comportamento do paciente, dos familiares, e o relacionamento entre ambos, conversa com o cuidador, se esse existir. Para pessoas com deficiência mental ou comportamental , da mesma forma que para crianças normais, faz-se o condicionamento lúdico psicológico do paciente especial, para que se obtenha sua cooperação, antes de quaisquer outros recursos. A contenção física ( que pode ser chamado de estabilizador) ou química ( com uso de fármacos) somente é utilizada diante da ineficiência dos métodos psicológicos. O condicionamento lúdico é realizado através de sessões e não é sabido o número prrovável dessas sessãoes.
Segundo Gargione, (1998), o atendimento odontológico em pacientes especiais, atualmente, pode ser feito em três modalidades: a normal, que é o atendimento em que existe a cooperação por parte do paciente, alternando-se somente o tipo de ambiente, instrumental e material odontológico a ser empregado; o condicionado, que utiliza técnicas de demonstração com todo o aparato odontológico, para que o paciente saiba, antes de ser atendido, o que será utilizado em sua boca, incluindo as de vibrações e ruídos que farão parte do atendimento proposto; e o sob contenção (mecânica, química, hipnose). Os pacientes que apresentem problemas graves no que se refere à cooperação e ao manejo devem ser considerados dentro do grupo com indicação para a contenção química e anestesia geral.
Todo tratamento odontológico é considerado como parte de um programa permanente de saúde bucal. Dentro desse programa, as medidas preventivas e as restauradoras devem estar perfeitamente integradas, ficando na dependência de cada paciente, a predominância de umas sobre as outras.
Os locais para o atendimento da população de pacientes especiais devem, preferencialmente, estar junto às instituições que oferecem tratamentos globais para as deficiências abordadas. Nelas, o CD integra uma equipe de trabalho multi e interdisciplinar. Hoje muitos profissionais especialistas em pacientes especiais trabalham em hospitais, fazem atendimentos domiciliares, atendimentos em clínicas, etc.
É de extrema importância que o cirurgião-dentista reconheça as necessidades especiais de seu paciente e se necessário, encaminhe ao colega especialista em pacientes com necessidades especiais.
Destaco a necessidade de criar programas odontológicos
Para recuperar e manter a saúde bucal do paciente com
Necessidades especiais, buscando a redução de atendimentos sob
Anestesia geral, através da conscientização de sua família e
Interação profissional- paciente – família e equipe multidisciplinar, esse vínculo é fundamental para o sucesso do tratamento e da prevenção.

Indicação de curso para o cirurgião-dentista

1.     Especialização em Pacientes com necessidades especiais
Dra. Maria Cristina Duarte Ferreira e equipe
APCD central

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postar um comentário